FAQ

Perguntas Frequentes

 

 

Perguntas Frequentes

  • Como será o comportamento da espécie em regiões com maiores altitudes?

    Estudos sobre o comportamento do guanandi em regiões de altitudes superiores a 1.500 metros demonstram que há influência negativa no desempenho silvicultural da espécie.

    Isso não significa que a espécie não irá se estabelecer, mas indica que o rendimento final não será bom, podendo até mesmo tornar o empreendimento antieconômico.

  • Como será o comportamento da muda em uma propriedade rural de relevo acidentado?

    Vários estudos sobre o comportamento de povoamentos florestais em terrenos acidentados já foram realizados,indicando que tais condições agem negativamente, principalmente, na qualidade final da madeira em decorrência das tensões de crescimento no tronco.

    Quanto ao aspecto econômico, os tratos silviculturais apresentam um custo maior.
  • O plantio das sementes/frutos pode ser feito direto em campo?

    Esta seria a pior alternativa para o estabelecimento de um povoamento de sementes. As principais desvantagens são:

    - A irregularidade do processo de germinação das sementes de teca impossibilita a formação de um povoamento florestal uniforme.

    - A semeadura em campo não permite uma seleção adequada das melhores mudas.

    - O surgimento de plantas invasoras, muitas vezes,impossibilita o estabelecimento do plantio definitivo
  • Pode-se fazer a semeadura direta no balainho?

    A semeadura direta no recipiente, simplifica as operações, evita danos à raiz e traumas na repicagem e acelera o processo de produção de mudas, porém é recomendada somente para a produção de pequenas quantidades de mudas.
  • Como deve ser o preparo do substrato para enchimento dos saquinhos de mudas?

    O substrato deve conter proporções iguais de terra, areia lavada e esterco de gado bem curtido ou outro composto orgânico, ou seja, 1/3 de cada componente.

    A areia somente deverá ser empregada quando a terra apresentar alto percentual de argila. Cada proporção do material a ser utilizado deve ser peneirada separadamente,antes de misturada.

    Para cada metro cúbico de substrato deverá ser misturado 1,5 kg de calcário e 1,5 kg de superfosfato simples.

    Quando se tratar da produção de mudas para dezenas de hectares, recomenda-se o uso de substrato para mudas disponíveis no comércio.
  • Após o plantio definitivo há necessidade de realizar o replantio?

    Por mais cuidado que se tenha e mesmo que as condições climáticas tenham sido ótimas, sempre haverá alguma falha no plantio.

    Decorridos 20 a 30 dias do plantio, deve-se iniciar o processo de replantio, substituindo-se as mudas mortas e aquelas mais fracas ou defeituosas.

    Recomenda-se não deixar passar muito tempo porque as mudas replantadas sofreriam a concorrência daquelas plantadas inicialmente, o que provocaria atraso e irregularidade no desenvolvimento do povoamento.

    Seguidas todas as recomendações, os índices de mortalidade dificilmente ultrapassam 5%.
  • Se ocorrerem muitas brotações nas mudas após o plantio definitivo, o que deverá ser feito?

    Geralmente, as mudas apresentam, na fase inicial, múltiplas brotações, na parte inferior do caule.

    Caso ocorra a persistência de múltiplos brotos, estes poderão ser eliminados quando as mudas atingirem cerca de 80 cm de altura.

    Ressalta-se que pequenas brotações laterais não oferecem riscos para a boa forma da árvore.
  • A formiga é considerada um problema para os plantios de mudas florestais?

    As formigas são problemas em todos os plantios comerciais de espécies florestais. Portanto, os formigueiros devem ser identificados e combatidos antes mesmo da instalação do povoamento florestal, visto que os principais prejuízos causados pelas formigas em povoamentos de guanandi ocorrem em plantios jovens.
  • que é desrama?

    A desrama é a retirada de ramos vivos, secos e/ou parasitados. Evita a proliferação de pragas e doenças, melhora o arejamento e luminosidade da copa e, principalmente, permite obter uma madeira livre de nós.
  • Qual o objetivo da operação de desrama?

    Atualmente, com as florestas de produção busca-se retirar o máximo rendimento em múltiplos produtos, deste modo, o manejo florestal Clearwood (madeira livre de nós) vem ganhando espaço nos sistemas de produção.

    O manejo para obtenção de madeira livre de nós exige atenção na escolha das melhores procedências, na densidade de plantio e conhecimento do momento certo para realizar a desrama.

    O objetivo principal da desrama é melhorar a qualidade do fuste com a eliminação dos nós indesejáveis ao beneficiamento da madeira.
  • Com que freqüência devem-se realizar as desramas?

    A freqüência das desramas dependerá do material genético selecionado, da densidade de plantio, da estratégia de manejo, de eventuais infestações de pragas e das condições climáticas.

    O guanandi apresenta a característica de desrama natural, pois na natureza as árvores apresentam fuste reto e livre de galho, no entanto, as brotações laterais são persistentes e geralmente a primeira desrama artificial ocorre no início do segundo ano para a retirada dos brotos laterais e possíveis ramos ladrões.

    A partir do terceiro ano a operação de desrama deverá ser repetida em pelo menos cinco oportunidades, com intervalos de dois ou três anos. Geralmente, as desramas são realizadas antes dos desbastes, entretanto as árvores que serão desbastadas (árvores defeituosas, suprimidas, infestadas por parasitas, etc.) não receberão a desrama. Portanto, além da limpeza do fuste, a operação de desrama serve para selecionar as árvores a serem desbastadas numa operação posterior.
  • Até que altura a operação de desrama deve ser realizada?

    A altura da desrama (poda) ocorre em função do número de toras livres de nós que se pretende obter em uma árvore. Caso o manejador do povoamento florestal pretenda obter 3 toras de 2,5 metros por árvore, deve-se considerar o seguinte: 0,1 da altura do toco (após o abate da árvore) mais três vezes 2,5 metros.

    Como margem de segurança devem-se adicionar no mínimo 40 cm à altura total da desrama, portanto, a operação será realizada até 8 metros de altura. Caso a tora fosse de 3 metros de comprimento a poda seria até a altura de 9,5 metros, e assim distintas combinações são possíveis.

    A altura máxima de poda deve combinar praticidade, economia e segurança dos trabalhadores. Até a altura de 7 metros, a operação é realizada sem maiores problemas. Deve se evitar desrama em alturas que sejam superiores a 2/3 da altura total da árvore, pois a experiência tem demonstrado a ocorrência de queda da produtividade quando se realizam podas mais intensas, devido à redução da área foliar.
  • Quando fazer o primeiro desbaste?

    A experiência demonstra que o primeiro desbaste ocorre entre o quarto e o sexto ano, porém, somente com o acompanhamento por meio do inventário florestal contínuo será possível saber o momento certo de realizar o primeiro desbaste, quantos ainda serão necessários e também quando realizá-los.
  • Quais as vantagens da realização do desbaste?

    As vantagens do desbaste são: - Colheita de volumes comerciais que seriam perdidos.

    - Aumento do incremento diamétrico do estoque remanescente.

    - Controle da renda e investimentos durante a rotação.

    - Melhoria da qualidade do produto final.

    - Ciclagem de nutrientes no sistema florestal.

    - Oportunidade para preparar as próximas colheitas, tais como: seleção de árvores, abertura de acessos para máquinas,etc.

    - Redução de dano ou destruição por insetos, doença, fogo ou vento.
  • O que é e qual o objetivo da operação de desbaste?

    O desbaste é o processo de redução controlada e acelerada do número de árvores por hectare ou da quantidade da área fotossintética. Estas reduções artificiais da densidade do povoamento permitem que as árvores restantes acelerem a ocupação espacial e o crescimento em diâmetro.

    No desbaste as árvores suprimidas, danificadas e/ou parasitadas são descartadas e, com isso, é possível concentrar a produção de madeira do povoamento em um número limitado de árvores selecionadas.

    O desbaste permite aumentar o rendimento total em decorrência da colheita de parte das árvores que, naturalmente, iriam morrer por supressão imposta pela competição.
  • O que fazer com a rebrota das árvores desbastadas?

    Alguns meses após o desbaste, ocorrerá uma rebrota dos tocos das árvores abatidas. Isso indica que o simples abate das árvores suprimidas não garantirá a eliminação total da competição do povoamento, portanto, as rebrotas devem ser totalmente eliminadas com o emprego de um arboricida, o qual deve ser prescrito por um engenheiro agrônomo ou florestal, por meio do receituário agronômico.

    Caso não ocorra a eliminação das rebrotas, ainda haverá competição por água e nutrientes, diminuindo assim o efeito benéfico do desbaste.
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